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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Excesso de dever de casa provoca estresse familiar

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Regra dos 10 minutos:  o tempo que cada criança gasta estudando deveria ser o número de sua série vezes 10 (SXC.hu / Banco de Imagens)
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Estudo mostra que os deveres de casa têm vínculos com o "estresse familiar". Pesquisadores consultaram 1.173 pais de língua inglesa e espanhola em Rhode 
Island com filhos do jardim de infância até o ensino médio para fazer um balanço do impacto da lição de casa.
Eles focaram na "regra dos 10 minutos" - o princípio estabelecido em 2006 pela 

Associação Nacional de Educação -, que estabelece que o tempo que cada criança 
gasta estudando deveria ser o número de sua série vezes 10.
Desse modo, um estudante da primeira série deveria gastar 10 minutos com seu 

dever de casa, um da sétima série 70 minutos e um do terceiro ano (décima segunda série), 120 minutos.
Na verdade, o estudo demonstrou que as crianças do ensino básico estavam 

levando três vezes mais dever de casa que o recomendado pela regra dos 10 
minutos. "O estresse familiar aumenta conforme as crianças acumulam mais 
dever de casa e a percepção dos pais sobre a capacidade dos filhos em aprender 
diminui", completou.
"A quantidade de dever de casa também variou significativamente entre famílias 

que falam espanhol e inglês, e entre as aquelas cujos pais tiveram uma educação 
limitada ou avançada", prosseguiu.
A pesquisa recomenda uma aplicação melhor da regra dos 10 minutos e deveres 

de casa que demandem que os pais sejam tutores de apoio e não tutores qualificados.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A pesquisadora argentina afirma que as intervenções do professor são essenciais no processo de construção da escrita pela criança

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Professora de Psicologia e Epistemologia da Universidade de Buenos Aires, a argentina Ana Maria Kaufman também é pesquisadora do Programa Escuelas para el Futuro, da Universidade de San Andrés, na Argentina, e assessora da área de Línguas do Colégio Alas de Palomar. No início dos anos 1970, fez parte de um grupo de pesquisas sobre a alfabetização ao lado de Emilia Ferreiro, Ana Teberosky, Alicia Lenzi, Suzana Fernandez e Lílian Tolchinsk, no qual, segundo ela, nasceu sua paixão pelo tema. É autora de, entre outros livros, Escola, Leitura e Produção de Textos, Alfabetização de Crianças: Construção e Intercâmbio A Escrita e a Escola. Para ela, "a única forma de alfabetizar é ver a leitura e a escrita como práticas sociais. Ensinadas de forma solta, as letras, as palavras e as normas gramaticais não servem para formar leitores e escritores. Essas coisas apenas têm sentido quando estão incluídas em situações de leitura e escrita". Nos últimos dez anos, ela se dedica ao estudo da construção de resumos escritos. "Resumir é estudar, é reescrever um texto uma vez e outra vez, até que se entenda o que há de mais importante ali. Dentro dessa perspectiva, creio que o resumo é fundamental porque implica a verdadeira compreensão do texto."
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Por que é importante promover o contato da criança com a leitura antes mesmo de ela saber ler como os adultos?
ANA MARIA KAUFMAN Bom, como lê uma criança que ainda não sabe ler? Nesse caso, é fundamental que o professor proporcione situações em que os textos estejam contextualizados, ou seja, que não apresente palavras e frases soltas, sem informação adicional, pautando-se apenas por ensinar as letras e o som das letras. Porque dessa maneira o aluno vai aprender a relacionar as letras, mas não desenvolverá estratégias de leitura.
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Que informações o professor pode passar para estimular a turma?
ANA MARIA O desenvolvimento dessas estratégias pode ser estimulado em duas situações. Na primeira delas, o texto vem acompanhado de imagens, por meio das quais a criança pode antecipar o que está escrito em função das figuras que acompanham o texto. Isso é possível em contos ilustrados e histórias em quadrinhos, ou seja, é uma ajuda para a leitura da criança. Essa ajuda também pode ser dada por objetos, por exemplo, quando uma criança olha para uma caixinha de leite e consegue não necessariamente ler toda a informação que está ali, mas, por conhecer alguma letra, descobrir onde está escrito "leite". É um processo, porque no começo as crianças antecipam tudo em função da imagem e depois tentam relacionar a imagem com a escrita: "Não, isso que penso não pode ser, pois o que está escrito aqui é muito grande e o que estou querendo dizer é apenas um nome". Os alunos começam a levar em consideração características quantitativas e qualitativas da escrita para saber se o que estão pensando pode ou não pode ser, até que finalmente acabam aprendendo a ler. A outra estratégia é dar às crianças textos sem imagens, mas informando sobre o conteúdo.
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Ele pode utilizar textos previamente conhecidos pelos estudantes?
ANA MARIA Sim. O professor oferece a estrofe de uma canção que o aluno já conhece ou lhe explica o que está escrito ali. Só então pede que identifique palavras: o que diz na primeira linha? E essa palavra, qual é? Onde está escrito isso? São dois caminhos básicos para proporcionar à criança situações de leitura antes que ela leia convencionalmente e fazer com que se aproxime da leitura convencional lançando mão de boas estratégias de leitura.
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O que a senhora quer dizer com "estratégias de leitura"?
ANA MARIA Quando lemos, não vemos todas as letras, mas antecipamos em função de algumas letras conhecidas, decidimos e vamos vendo o que é mais e menos importante, prestamos mais atenção quando damos mais importância, relacionamos os dados... É uma estratégia de leitura, por exemplo, descobrir as relações entre diferentes elementos do texto. Se aqui diz "ali", a que esse termo pode se referir? Em algum outro lugar do texto, há uma parte à qual "ali" está fazendo referência. São estratégias que o leitor utiliza. Elas incluem não só o descobrimento dessas correferências, que ligam elementos uns com os outros dentro do próprio texto, mas também das inferências ao não-escrito. A criança pode ir despertando desde cedo para tais estratégias, de acordo com essas propostas.
"O professor deve ensinar, ler e escrever com as crianças, propor situações de leitura e escrita e dar informação, sempre."
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O que provoca o conflito entre a palavra escrita e as hipóteses do aluno?
ANA MARIA Há situações de contato com os textos que seguramente vão estimular essa confrontação. São quatro estratégias que podem levar as crianças a avançar: escutar a leitura feita pelo professor, ditar para um mestre escriba, e ler e escrever por elas mesmas.
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Como se constrói a relação entre o conteúdo que os alunos já sabem de cor e o mesmo conteúdo que o professor escreve no quadro-negro ou pendura na parede, como nas atividades com cantigas e parlendas?
ANA MARIA Isso ocorre quando a criança começa a descartar determinadas antecipações: "Não, com essa letra não, porque com essa letra começa a outra palavra que já conheço". Ou seja, há um mal-entendido quando pensam que somos contra o ensino das letras. O que não podemos fazer é ensiná-las numa determinada ordem ou descontextualizadas, mas de outra maneira. Por exemplo, os estudantes trabalham com o nome dos colegas de sala e vão percebendo quais letras estão em cada um deles. Assim, passam a saber que a letra "p" serve para escrever o nome "Paulo".
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A lista de presença, assim, se transforma em instrumento de alfabetização. Que outros recursos podem ser utilizados pelo professor?
ANA MARIA Propomos que nas salas de Educação Infantil haja dois materiais básicos: o abecedário, mas sem imagens, para que a criança possa visualizar quantas letras há em nosso alfabeto, em que ordem elas aparecem e que essas são todas as letras que existem e sempre estarão nessa ordem quando busco informação numa enciclopédia, agenda ou lista telefônica. No abecedário ilustrado, essa capacidade se perde porque as figuras no meio das letras atrapalham a percepção dos alunos. Além disso, é importante ainda a existência de bancos de dados, com figuras e seus nomes - um cachorro com "cachorro" escrito embaixo -, que esteja à disposição das crianças o tempo todo, para quando ela sinta a necessidade de buscar essa informação.
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Como a criança indentifica as partes de uma estrofe ou de uma canção?
ANA MARIA Bom, é provável que o professor diga ao aluno: "Você não acha que, quando te dizem ‘Alma’, você tem de buscar uma palavra com ‘a’? Se há mais de uma palavra com ‘a’, no que você tem que prestar atenção para saber quando diz ‘Alma’ e quando diz ‘Ana’?" Esse trabalho tem de ser feito permanentemente com os estudantes.
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Então a intervenção do professor é importantíssima no processo, não?
ANA MARIA Sim. É importante que o professor, seja como for, ensine. Porque erros muito sérios foram cometidos pensando assim: ah, se isso é uma construção, a psicogênese, há que se ver como a criança avança, temos de deixá-la... Não, o professor sempre deve ensinar, ler e escrever com as crianças e propor situações de leitura e escrita e fornecer informação. Sempre. Senão alguns alunos poderão aprender, e outros, não.
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Retirado da Revista  Nova Escola

Michel Foucault: A obra

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Folie et Déraison. Histoire de la Folie à l’Âge Classique, 1961
A história da loucura na idade clássica. FOUCAULT, Michel. São Paulo: Perspectiva, 1978. Neste livro, o autor põe em xeque concepções firmadas sob o rótulo de possíveis verdades científicas, como no campo da medicina psiquiátrica, em que sua análise crítica atingiu a operacionalidade terapêutica das noções tradicionais de sanidade e loucura.




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Maladie Mentale et Psychologie, 1962
Doença Mental e Psicologia. FOUCAULT, Michel. Editora: Tempo Brasileiro. Revolucionário, este texto fundador, prenúncio da genialidade que caracteriza a obra do Autor, observa, com espantosa argúcia, que a «psicologia só foi possível quando se aprendeu a dominar a loucura». Aqui a demência é considerada a uma nova luz. Uma obra essencial para compreender um dos temas fulcrais do pensamento contemporâneo 



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Naissance de la Clinique, 1963 . 
O Nascimento da Clínica. Fouucalt, Michel. Tradução Roberto Machado. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1977.
Esta obra procura examinar o novo tipo de configuração que caracteriza a medicina moderna e suas conexões com o surgimento de novas formas de conhecimento e novas práticas institucionais..




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Les Mots et les Choses. Une Archéologie des Sciences Humaine, 1966 
As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas.FOUCAULT, Michel. 8° ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. As ciências humanas são mais do que um saber - elas são uma prática, elas são instituições. Michel Foucault, ao analisar a gênese e a filosofia das ciências, mostra como é recente o aparecimento do 'homem' na história do nosso saber.



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L’Archéologie du Savoir, 1969. 
Arqueologia do saber.. FOUCAULT. Michel. A obra 'A arqueologia do saber', de Michel Foucault, é a efetiva elaboração do pensamento filosófico do autor no sentido de solidificar as bases investigativas da ciência, sobretudo ao promover uma revisão dos conceitos que enfatizam a natureza da história epistemológica.
Baixar Arquivo - 3 ed. Rio de Janeiro: Forense- Universitária, 1987
 
Baixar Arquivo - 7 ed. Rio de Janeiro: Forense- Universitária, 2008. 



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L’ Ordre du Discours, 1971.
A ordem do discurso: aula inaugural no collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. FOUCAULT, Michel. 5 ed. São Paulo: Loyola , 1996. Nesse livro, Foucault procura analisar a relação entre as práticas discursivas e as diversas formas de poder que as permeiam.




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Ceci n’est pas une Pipe, 1973
Isto não é um Cachimbo. Foucault, Michel. Tradução Jorge Coli. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2008. Contemplando a obra de René Magritte, Foucault desenvolve uma reflexão sobre questões fundamentais dentro das artes plásticas: a similitude e a representação, a relação entre texto e desenho, o signo verbal e a representação visual. Importante contribuição para o estudo da arte, sua história e seus elementos.

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Surveiller et Punir. Naissance de la Prision, 1975
Vigiar e punir: nascimento da prisãoFOUCAULT, Michel. 20 ed. Petrópolis: Vozes, 1999. Esta obra é um estudo científico sobre a evolução histórica da legislação penal e respectivos métodos coercitivos e punitivos adotados pelo poder público na repressão da delinqüência. Os métodos vão da violência física até instituições correcionais





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Histoire de la Sexualité I. La Volonté de Savoir, 1976
História da Sexualidade I: A Vontade de SaberFOUCAULT, Michel. Editora: Graal. A sexualidade tem sido bruscamente censurada, reprimida pela sociedade, depois de ter vivido em liberdade de palavras e atos? Segundo Foucault, a sociedade capitalista não obrigou o sexo a esconder-se. Ao contrário, desde o século XVI e principalmente a partir do último século, o sexo foi incitado a se confessar, a se manifestar.



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Histoire de la Sexualité II. L’Usage des Plaisirs, 1984. 
História da Sexualidade II: O uso dos prazeres. FOUCAULT, Michel. Editora: Graal. Nesta segunda parte de História da sexualidade, Foucault modifica o seu projeto original, que era de falar da sexualidade no século XIX e volta à Antigüidade, analisando as práticas existentes em torno do sexo na Grécia Antiga. Foucault não aceita a hipótese repressiva pela qual a sexualidade é reprimida pelo sistema. Para ele, a sociedade capitalista liga prazer e poder.
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Histoire de la Sexualité III. Le Souci de Soi, 1984.
História da Sexualidade III: O cuidado de si. FOUCAULT, Michel. Editora: Graal. Foucault vai até a Antiguidade clássica, do império greco-romano para investigar as reflexões morais sobre o sexo, a relação com o precursor da moral cristã - o prazer sobre profundas alterações, ganhando força o ideal de suportar a privação do sexo, limitando-se seu uso ao casamento e à procriação.


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Dits et Écrits I (em francês)








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Ditos e Escritos III - Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. FOUCAULT, Michel. Organizador: Manoel Barros da Motta. Editora: Universitária Forense. Foucault analisa obras que, diante da perspectiva humanista dominante na episteme da modernidade através do que poderíamos chamar de orientação nietzschiana na filosofia, criaram uma literatura que é uma alternativa às problemáticas do sentido, da vida e da linguagem dominantes na fenomenologia e no existencialismo, e que para ele se apresentavam como "sufocantes".



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Livros editados por Foucault


Moi, Pierre Rivière, ayant égorgé ma mère, ma souer et mon frère, 1973.
Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão. Rio de Janeiro, Graal, 1977. Este livro é o resultado de um trabalho de equipe realizados no College de France sob a direção de Michel Foucault, reunindo as peças judiciárias do processo e desenvolvendo análises sobre aspectos jurídicos e psiquiátricos do caso luz das conceituações atuais.



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Cursos, palestras e conferências.



Nietzsche, Freud, Marx., 1967.Conferência no Colloque de Royaumont em julho/1964
Nietzsche, Freud e Marx
FOUCAULT, Michel. São Paulo: Princípio, 1997.







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Microfísica do Poder. FOUCAUL, Michel. Tradução e Organização: Roberto Machado.Editora Graal,  A obra traz vário artigos e entrevistas que possuem como tema central a questão do poder na sociedade capitalista: na sua natureza, seu exercício e suas instituições.
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Securité, territoire et population. Curso no Collège de France /1978.
Segurança, Território, População. Michel Foucault. Editora: Martins Fontes. Partindo do problema do biopoder, ele se propõe estudar a implantação, no século XVIII, dessa nova tecnologia de poder, distinta dos mecanismos disciplinares, que tem por objeto a população, e gerenciá-la a partir do conhecimento de suas regularidades específicas. Tese original que este curso formula do liberalismo como racionalidade governamental baseada no princípio do laisser-faire



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Naissance de la biopolitique Curso no Collège de France em 1979
O nascimento da biopolítica: curso dado no collège de France (1978-1979). FOUCAULT, Michel. [tradução de Eduardo Brandão]. São Paulo: Martins Fontes, 2008. Depois de mostrar como, no século XVIII, a economia política assinala o nascimento de uma nova razão governamental - governar menos, por uma preocupação de eficácia máxima, em função da naturalidade dos fenômenos com que se tem de lida.



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Du gouvernement des vivants. Curso no Collège de France em 1980
Do Governos do vivos: cursos no collège de France (1979-1980): aulas de 9 e 30 de janeiro de 1980. Editora: CCS. Entre outras questões, a obra aborda como foram constituídas as formas de obediência, como foi possível ao indivíduo moderno a relação estabelecida dele mesmo com práticas sistemáticas de renúncia da vontade, da liberdade e de si mesmo e do que procede, nas sociedades ocidentais, a prática da 'servidão voluntária'.   




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Le gouvernement de soi et des autres. Último curso ministrado por M. Foucault no Collège de France.
O Governo de Si e dos Outros. Tradução Eduardo Brandão. Martins Fontes. Qual governo de si deve ser o fundamento e o limite ao governo dos outros? A partir desta questão, Foucault se situa em relação à herança filosófica e problematiza o status da sua própria fala.



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La vérité et les formes juridiques. Tradução dasconferências na PUC/Rio de Janeiro.
A verdade e as formas jurídicas. 3ed.  Rio de Janeiro: NAU editora, 2002.FOUCAULT, Michel. Nas conferências reunidas nesta obra, o autor pretende mostrar que as condições políticas, econômicas de existência não são um véu ou um obstáculo para o sujeito do conhecimento, mas aquilo através do que se formam os sujeitos de conhecimento e, conseqüentemente, as relações de verdade.

Il fault défendre la societé. Curso no Collège de France em 1976.
Em defesa da sociedade curso no collège de France (1975 – 1976). Foucault se interroga sobre a pertinência do modelo da guerra para analisar as relações de poder.




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L’hermeneutic du sujet.  (1981-1982). 
A Hermenêutica do Sujeito Curso no Collège de France.
Foucault apresenta uma investigação da noção de 'cuidado de si' que organiza as práticas da filosofia. Ao descrever o modo de subjetivação antiga, ele busca tornar patente a precariedade do modo de subjetivação moderno


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Os comentadores de Michel Foucault


Esperando Foucault, ainda. Marshall Sahlins (antropólogo americano, professor na Universidade de Chicago). Tradução de Marcela Coelho de Souza e Eduardo Viveiros de Castro.Editora Cosac Naify
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Foucault: Conceitos Essenciais. REVEL, Judith. Editora Clara Luz. Esse livro apresenta conceitos através dos quais se exprime o pensamento teórico e filosófico de Michel Foucault, apresentando as principais noções foucaultianas na forma de um vocabulário, ao todo a obra soma 33 conceitos essenciais para  compreender Foucault.



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Revel, Judith. Le vocabulaire de Foucault (Paris, 2002)







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El vocabulario de Michel Foucault. Un recorrido alfabético por sus temas, conceptos y autores. CASTRO, Edgardo. Poucos escritos sobre Foucault merecem tanto o nome de “caixa de ferramentas” como este livro o leitor tem em mão um sofisticado mapa de suas principais temáticas e questões. Cada verbete não apenas “faz referência a onde, nos escritos de Foucault, aparece cada termo, mas quer, ademais, oferecer uma indicação (às vezes sucinta, às vezes extensa) de seus usos e contextos”. 


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Michel Foucault y sus contemporáneos. DIDIER, Eribon. Editora: Nueva Visión. Ao contrapor e cotejar a vida e a obra de Michel Foucault com as de seus mais ilustres contemporâneos – Georges Dumézil, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Georges Canguilhem, Roland Barthes, Jacques Lacan e Claude Lévi-Strauss, entre outros –, Didier Eribon revela como uma filosofia que se empenhou em pensar seu presente consegue sobreviver às suas condições de emergência, constituindo um vigoroso elemento de nossa atualidade.

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La naturaleza humana: justicia versus poder : un debate.CHOMSKY, Noam. FOUCAULT, Michel. Editora: Austral Espanha. Em novembro de 1971 Michel Foucault se encontrou com Noam Chomsky em um programa televisivo da TV holandesa, onde debateram por cerca de uma hora o tema "Natureza Humana: Justiça Versus Poder". 




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Foucault em 90 minutos. STRATHERN, Paul. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003. Um dos filósofos do século XX, Michel Foucault desenvolveu seu pensamento a partir da relação entre saber e poder. O autor dessa obra aborda as  pesquisas sobre história da loucura, punição, sexualidade e outros temas. 

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Para Ler Michel Foucault. BOAS, Crisoston Terto Vilas. Ouro Preto: Imprensa Universitária da Ufop, 1993.





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Michel Foucault, uma trajetória filosófica: para além do estruturalismo e da hermenêutica. DREYFUS, Hubert L.; RABINOW, Paul. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. Hubert Dreyfus e Paul Rabinow só deram por concluído este livro após horas e horas de conversas e revisões feitas pelo próprio Foucault.
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Foucault e os domínios da linguagem: discurso, poder, subjetividade.SARGENTINE, Vanice & NAVARRO-BARBOSA, Pedro (orgs.).  São Carlos: Claraluz, 2004. Este livro apresenta as reflexões de Michel Foucault nos domínios da linguagem e revela sua preocupação com as relações entre o discurso, o poder e a produção de subjetividade.




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Figuras de Foucault. RAGO, Margareth. VEIGA-NETO, Alfredo (Orgs.). 2. Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.  Com a publicação desta coletânea, os autores contribuem para a expansão do pensamento do filósofo e levam adiante as análises e as problematizações desenvolvidas por ele, reafirmando a atualidade de Foucault, que comemoraria 80 anos de vida neste ano.




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Michel Foucault: sexualidade, corpo e direito. Org. Luiz Antônio Francisco de Souza, Thiago Sabatine e Bóris Magalhães. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2011. Obra organizada a partir das palestras apresentadas no colóquio de mesmo título, realizado na UNESP/Marília em junho de 2010.




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Foucault. Deleuze, Gilles. São Paulo: Editora Brasiliense, 2005. 





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MUCHAIL, Salma Tannus. Foucaultsimplesmente. São Paulo: Edições Loyola, 2004. A obra mostra que entrelaçando filosofia e história, o filósofo se ocupou com uma grande diversidade de assuntos: a loucura e o louco, a medicina e o doente, as ciências humanas e a literatura, a prisão e o delinqüente, a sexualidade e o sujeito ético, motivo pelo qual seus escritos interessam a diversas áreas de saberes e práticas: psiquiatria, medicina, psicologia, sociologia, direito, artes etc.
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ZOUNGRANA, Jean de. Michel Foucault un parcours croisé – Lévi Strauss, Heidegger.  E’ditions Harmattan, 1998.





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GUTTING, Gary. Foucault: A Very Short IntroductionEdições Oxford Uk, 2005.





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The Cambridge Companion to Foucault: 2nd Edition. Edited by: Gary Gutting.




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Leitura de apoio.


Manicômios, Prisões e Conventos. GOFFMAN, Erving. São Paulo: Editora Perspectiva, 2001.   O autor foca-se, essencialmente, no caráter fechado destas instituições, que pelas suas características e modo de funcionar não permitem qualquer contacto entre o internado e o mundo exterior.






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A Vigilância Punitiva: A postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância. LUENGO, Fabíola Colombani. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. Pretende analisar a postura dos educadores diante do processo de patologização no campo educacional, levando em conta a sociedade eugênica e disciplinar, que foi consolidada com o processo de higienização ocorrido no início do século XX.




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BENTHAM, Jeremy. O Panóptico. Organização de Tomaz Tadeu ; Traduções de Guacira Lopes Louro, M. D. Magno, Tomaz Tadeu. -- 2. ed.. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. Este livro apresenta pela primeira vez, a tradução para o português, feita a partir do original, em inglês, das cartas que constituem o principal texto de Jeremy Bentham sobre o projeto do Panóptico. Durante muito tempo, a principal fonte de conhecimento sobre o Panóptico estava reduzida ao capítulo de Vigiar e punir que Foucault havia dedicado à sua análise.
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MACHADO, Roberto. Danação da Norma: Medicina Social e Constituição da Psiquiatri no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1978. 
A tese central e De que, no século XIX, tenha começado a tomar lugar uma ciência médica, chamada medicina social que pretendia interferir e medicalizar a sociedade, nas vidas dos indivíduos, mais do que os outros setores tradicionais da medicina. É uma medicina que, aliada ao poder do Estado, medicaliza as diferentes esferas e as diferentes instituições da sociedade brasileira.
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Gênero, sexo, amor e dinheiro: mobilidades transnacionais envolvendo o Brasil (Orgs.) Adriana Piscitelli, Gláucia de Oliveira Assis e  José Miguel Nieto Olivar. Coleção Encontros: Pagu/Núcleo de Estudos de Gênero.
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Kritsch, RaquelSoberania – A construção de um conceito. São Paulo: Editora IMESP, 2002. Este livro apresenta um estudo da gênese e do desenvolvimento da noção de soberania. A ideia aparece inicialmente nas disputas de jurisdição entre ‘imperium’ e o ‘sacerdotium’ e, numa fase posterior, sobretudo a partir do século XIV, nos conflitos entre dois poderes e as nascentes monarquias nacionais europeias.


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Pelbart, Peter Pál. A Nau do Tempo Rei: 7 ensaios sobre o tempo da loucura. Rio de Janeiro: Imago, 1993. Os sete ensaios reunidos neste volume tratam do tempo, dos anjos, dos loucos. De forma pouco acadêmica, Peter Pál Pelbart nos introduz, através deles, à problemática da loucura em seus aspectos mais inaparentes.



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